Continente Sul Americano!Desconfiamça com politicos,facaltrua é sempre a palavra de ordem. E o povo? O povo tem pés de barro, e uma Tv de plasma na sala, não é bom isso?
sábado, 4 de fevereiro de 2012
A ARTE DE ROUBAR NO BRASIL DESDE 1926
O livro Arte de furtar foi concluído em 1656. Atribuído ao
Padre Antônio Vieira (mais tarde essa autoria seria contestada), o
documento era endereçado ao rei de Portugal, Dom João IV, um dos
primeiros representantes da Casa de Bragança. Com o intuito de alertá-lo
sobre os malfeitos de seus súditos no além-mar, a obra lista as
diversas maneiras encontradas pelos representantes da coroa portuguesa
para desviar dinheiro público na colônia. Uma breve passeada pelos
títulos de alguns de seus 70 capítulos mostra como a “arte” já se
manifestava e se aperfeiçoava no Brasil do século XVII: “Dos que furtam
com unhas invisíveis”, “Dos que furtam com unhas toleradas”, “Dos que
furtam com unhas vagarosas”, “Dos que furtam com unhas alugadas”, “Dos
que furtam com unhas pacíficas” e até “Dos que furtam com unhas
amorosas” são alguns deles.
O livro Arte de furtar é uma amostra de como a discussão sobre
a corrupção é antiga no Brasil – e a leitura diária dos jornais atesta
que o assunto continua presente. Na semana passada, O Globo
publicou que o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, o DNOCS,
teve um prejuízo de R$ 312 milhões em contratações irregulares e gestão
de pessoal. No dia seguinte, a presidente Dilma Rousseff – que
popularizou a expressão “malfeito” durante um encontro com Barack Obama,
dizendo que não os toleraria em seu governo – teve de mostrar mais uma
vez que dizia a verdade. A partir da reportagem, ela decidiu, em mais um
lance de sua bem-vinda “limpeza”, negociar com o PMDB para retirar
Elias Fernandes Neto, diretor do DNOCS, da direção do órgão. Na
quinta-feira, ele saiu.
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